
Injeções Intravítreas
Dr. Bernardo Monte
CRM: RN/9664 │ RQE Nº: 5908
O que são as injeções intravítreas?
As injeções intravítreas são aplicações de medicamentos diretamente no interior do olho, mais especificamente no vítreo — uma substância gelatinosa que preenche a parte posterior do globo ocular. Essa técnica permite que o medicamento atue de forma localizada, com alta eficácia e menos efeitos colaterais sistêmicos.
Esse tipo de tratamento é amplamente utilizado para doenças da retina que causam inchaço, sangramento ou crescimento anormal de vasos sanguíneos, ajudando a preservar e recuperar a visão.
Quando as injeções intravítreas são indicadas?
As principais indicações para esse procedimento incluem:
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Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) – forma úmida;
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Edema macular diabético;
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Oclusões vasculares da retina;
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Retinopatia diabética proliferativa;
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Inflamações intraoculares (uveítes);
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Infecções oculares (em casos específicos).
Quais medicamentos são utilizados?
Os fármacos aplicados nas injeções intravítreas podem variar de acordo com a doença tratada. Os mais comuns são:
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Antiangiogênicos (como ranibizumabe, aflibercepte e bevacizumabe), que inibem o crescimento anormal de vasos;
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Corticoides, usados para controlar inflamações ou edemas persistentes;
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Antibióticos ou antifúngicos, em casos de infecções intraoculares.
O procedimento é doloroso?
A aplicação é rápida, segura e geralmente indolor. Antes da injeção, o olho é anestesiado com colírios e higienizado cuidadosamente para evitar infecções. Após a aplicação, o paciente pode sentir um leve desconforto ou sensação de corpo estranho, que costuma desaparecer em poucas horas.
Quantas aplicações são necessárias?
O número de injeções varia conforme o diagnóstico, a resposta ao tratamento e a gravidade da doença. Em algumas situações, são necessárias aplicações mensais no início, com espaçamento progressivo conforme a evolução clínica.

